Deforestación del amazonas hasta el mes de septiembre
(Para los que sepan portugués y les interese el tema)
Em setembro de 2009, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) registrou 216 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal. Isso representa uma queda de 33% em relação a setembro de 2008 quando o desmatamento somou 321 quilômetros quadrados. Houve queda também em relação a agosto de 2009, quando o SAD registrou 273 quilômetros quadrados de áreas desmatadas. O desmatamento acumulado de agosto a
setembro de 2009 (dois primeiros meses do calendário atual de desmatamento) totalizou 489 quilômetros quadrados. Isso representa um aumento de 16% em relação ao desmatamento ocorrido no mesmo período
do ano anterior, o qual somou 423 quilômetros quadrados.
Em setembro de 2009, o desmatamento ocorreu em maior proporção nos Estados do Pará (29%), Rondônia (23%) e Amazonas (22%) e, menor proporção, em Mato Grosso (14%) Acre (8%), Roraima (3%) eAmapá (1%).
Considerando agosto e setembro de 2009, a degradação florestal somou 202 quilômetros quadrados na Amazônia Legal, o que equivale a uma média mensal de 101 quilômetros quadrados. Do total de florestas degradadas no período, 42% ocorreram em Mato Grosso, 26% no Pará, 14% em Rondônia,9% no Acre e 7% no Amazonas. Os outros estados contribuíram somente com2%do total.
Em setembro de 2009 foi possível monitorar com o SAD a quase totalidade (96%) da Amazônia Legal (exceto Maranhão que não foi objeto de análise), pois somente 4% do território estavam cobertos por nuve. Além disso, do desmatamento total detectado em setembro de 2009, somente 7% (14 quilômetros quadrados) podem ter ocorrido nos meses anteriores devido estarem situados emáreas cobertas por nuvens.
Estatísticas do Desmatamento
De acordo com o SAD, o desmatamento detectado naAmazônia Legal atingiu 216 quilômetros quadrados em setembro de 2009. Isso representou uma queda de 33% em relação a setembro de 2008 quando o desmatamento atingiu 321 quilômetros quadrados. Houve também redução do desmatamento em relação ao mês anterior (agosto de 2009) quando o desmatamento atingiu 273 quilômetros quadrados.
Ao se comparar o desmatamento acumulado nos dois primeiros meses do calendário oficial de medição (agosto e setembro de 2009) em relação ao mesmo período do ano passado (agosto e setembro de 2008), houve um aumento de 16% no desmatamento.
De fato, o desmatamento acumulado no período de agosto a setembro de 2009 foi 489 quilômetros quadrados, enquanto que no mesmo período do ano anterior foi 423 quilômetros quadrados. Em setembro de 2009, o desmatamento ocorreu de forma mais proporcional entre os Estados do Pará (29%), Rondônia (23%) e Amazonas (22%), os quais somados representaram 74% do total desmatado. O desmatamento foi um pouco menor em
Mato Grosso (14%), seguido peloAcre (8%), Roraima (3%) eAmapá (1%) .
De acordo com o SAD, em agosto e setembro de 2009, as florestas degradadas alcançaram 202 quilômetros quadrados na Amazônia Legal, o que representou uma degradação média mensal de 101 quilômetros quadrados. Do total degradado nesse período, 42% ocorreu em Mato Grosso seguido do Para com 26%, Rondônia com 14%, Acre com 9% e Amazonas com 7%. O restante (2%) ocorreuemRoraima eAmapá.
Considerando os dois primeiros meses do calendário atual de desmatamento (agosto a setembro de 2009), o Pará continua na liderança do ranking com 55% do total desmatado registrado no período.
Em seguida, aparece Rondônia e o Amazonas com 13% cada; e depois Mato Grosso com 11%. Esses quatro Estados contribuíram com 92% do total desmatado no período. Acre, Roraima, e Amapá contribuíram com menos de8%do total. Comparando o desmatamento ocorrido em agosto e setembro de 2009 com o mesmo período do
ano anterior (agosto e setembro de 2008), houve aumento de 16% no desmatamento na Amazônia Legal . Em termos relativos, esse aumento foi mais expressivo no Acre (+149%), Rondônia (+84%), Amazonas (+47%), Roraima (+37%), e Pará (+10%). Por outro lado, houve redução de 33% somente em Mato Grosso. Em termos absolutos, o Pará (274 quilômetros quadrados) lidera o ranking do desmatamento acumulado, seguido por Rondônia (64 quilômetros quadrados) e Amazonas (63 quilômetros quadrados) e Mato Grosso (53 quilômetros quadrados).
Em setembro de 2009, o desmatamento ocorreu principalmente nos municípios da área de influencia da construção das hidrelétricas do Jirau e Santo Antonio no rio Madeira (na confluência dos Estados de Rondônia, Acre e Amazonas), parte central do rio Amazonas (principalmente no município de Manacupuru - Amazonas), na calha norte do Pará, na rodovia Transmazônica (BR-230) entre as cidades de Altamira e Uruará (Figura 2). Houve redução na intensidade do desmatamento ao longo da BR-163 (Oeste do Pará) - região que nos últimos meses havia sido o principal foco de desmatamento naAmazônia.
Em termos de situação fundiária, a maioria (72%) do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou em diversos estágios de posse. O restante do desmatamento foi registrado em Assentamentos de Reforma Agrária (18%), Unidades de Conservação (7%) e apenas3%emTerras Indígenas .
Assentamentos de ReformaAgrária
OSAD registrou 39 quilômetros quadrados de desmatamento em Assentamentos de Reforma Agrária. Os Assentamentos mais afetados pelo desmatamento foram Campos de Pilar (Aveiro, Pará), Boa Esperança (Sena Madureira, Acre) e Jatapu (Caroebe, Roraima) .
Áreas Protegidas O SAD detectou um desmatamento 15 quilômetros quadrados de desmatamento nas Unidades de Conservação em setembro de 2009. As áreas mais afetadas foram a Florex Rio Preto/Jacundá (Rondônia) com 5,2 quilômetros quadrados desmatados, APA Triunfo do Xingu (Pará) com 2 quilômetros quadrados desmatados e a APA da Em termos de situação fundiária, a maioria (72%) do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou
em diversos estágios de posse. O restante do desmatamento foi registrado em Assentamentos de Reforma Agrária (18%), Unidades de Conservação (7%) e apenas3%emTerras Indígenas .
Margem Direita do Rio Negro (Amazonas) com 1,3 quilômetro de área desmatada. Houve uma redução expressiva no desmatamento na Flona Jamanxim (apenas 0,6 quilômetro em setembro de 2009) se comparado a media mensal dos últimos 12 meses (7,4 quilômetros quadrados) e um desmatamento total que atingiu 66,6 quilômetros quadrados .
Nas Terras Indígenas, o desmatamento representou 3% do total ocorrido em setembro de2009 na Amazônia Legal. As Terras Indígenas que sofreram desmatamento foram Pacaás-Novas (Rondônia) com 1,4 quilômetro quadrado, Maraiwatsede (Mato Grosso) com 1,3 quilômetro quadrado e Jacareúba/Katawixi (Amazonas) com 0,9
quilômetro quadrado.
Municípios Críticos
Em setembro de 2009, os municípios mais desmatados foram Porto Velho (Rondônia) com 15,3 quilômetros quadrados; seguido de Lábrea (Amazonas) com 11,2 quilômetros quadrados; depois Altamira (Pará) com 8,9 quilômetros quadrados, Boca doAcre (Amazonas) com 8,2 quilômetros quadrados e os municípios de Colniza (Mato Grosso) e Cojubim (Rondônia) com 8,1 quilometro quadrados cada
Dos dez municípios mais desmatados em setembro de 2009, cinco (Porto Velho, Lábrea, Altamira, Colniza, e Nova Mamoré) estão na lista dos 36 municípios mais desmatados divulgada em janeiro de 2008 pelo Governo por meio do Decreto Federal nº 6.321. Mesmo com o embargo de licenciamento de desmatamento nessas áreas (Portaria nº. 28/2008 do MMA) esses municípios continuam com altos índices de desmatamento.
Cobertura de Nuvem e Sombra
Em setembro, foi possível monitorar com o SAD praticamente toda a Amazônia Legal, pois somente4%do território estavam cobertos por nuvens. A região não mapeada corresponde a 21% do estado doAmapá,9%do Pará,9%de Roraima e 3% do Amazonas. Além disso, a parte do Maranhão que integra aAmazônia Legal não foi analisada.
Validação dos dadosSADutilizando Imagens Landsat e Cbers
Em 2008, o Imazon aperfeiçoou a validação dos dados do SAD, utilizando imagens CBERS e Landsat, com resolução espacial mais fina (20 e 30 metros, respectivamente). Utilizamos as imagens disponíveis logo após o mês analisado pelo SAD. Todos os polígonos de desmatamento detectados pelo SAD são verificados usando as imagens
detalhadas. Desmatamentos menores que 6,25 hectares, ou seja, abaixo da capacidade de detecção
do SAD, não são incluídos nas estatísticas, caso ocorram nas imagens com resolução mais detalhada. Porém, se forem confirmados falsos sinais de desmatamentos detectados pelo SAD, esses são removidos da estatística mensal. A novidade no processo de validação do SAD é que aplicamos essa metodologia em tempo quase real,
graças à disponibilidade das imagens de satélites CBERS e Landsat pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Em setembro de 2009, 80% do desmatamento detectado pelo SAD foram confirmados com as imagens Landsat.
Os outros 20% não foram confirmados devido à grande ocorrência de nuvens nas imagens Landsat e CBERSdisponíveis no período.
Fuente: